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Segunda-feira, Agosto 23, 2004

 



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Pessoal: adorei esta frase:


" Eleitor inteligente não vota em crente".
- Dannie Back -

(Não precisa dizer mais nada)

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Quarta-feira, Agosto 18, 2004

 

Pessoal: colei essa entrevista que foi publicada em um jornal do Ceará.
Achei o máximo da liberdade de expressão.
Que bom se aqui no Sul se fizesse isso também.
Tipo, uma entrevista entre jovens.
Seria muito legal!


Jornal O Povo - do Ceará - Fortaleza, 18 de Agosto de 2004



ENTREVISTA




Crer ou não crer, eis a questão


Todo mundo diz que política,
futebol e, principalmente, religião não se discute. É verdade que quase nunca
se chega a um consenso, mas a garantia de um bom papo é praticamente certa.
Esta semana, decidimos quebrar o "tabu" e convidamos para um bate-papo
o evangélico Gabriel Bezerra de Oliveira, 17 anos, e o ateu Glauber Santos
Wisniewski, 15, estudantes do 2º ano do Ensino Médio nos colégios Ari de Sá
e 7 de Setembro, respectivamente. É claro que os dois não descobriram milhares
de afinidades entre si, mas, sabe, eles até que concordaram em alguns pontos...
(Rodrigo Rocha)



Qual o papel da religião na vida de uma pessoa?


Gabriel: Religião é alienadora. As pessoas estão se matando por isso, então
prefiro falar em relacionamento pessoal com Deus. Mas do mesmo jeito que é
alienadora, é também importante, pois te ajuda a ter um ponto de vista
diferente. Glauber: É irrelevante, pois é uma criação humana e uma
necessidade extremamente intrínseca do ser humano de encontrar algo
desconhecido em tudo que já vê.

Onde está a influência dos pais e amigos na escolha de vocês?


Gabriel: Minha mãe se converteu quando eu tinha 3 anos e sempre me levava à
Igreja. Porém, o mais importante era o que ela passava dentro de casa, me
ensinando o certo e errado.

Glauber: Sou batizado na Igreja Católica. Vi que era ateu aos 12 anos. Leio
muito, li livros como "O anticristo", do Nietzsche, que acabou me
dando uma noção maior de tudo. Percebi que havia muita coisa com as quais não
concordava e decidi: Deus está morto. Meia dúzia de amigos se afastaram
achando que eu era satanista, mas não dei a mínima

O que Deus representa para vocês?


Gabriel: Um jeito diferente de ver as coisas. O mundo carece de Deus. O ser
humano é orgulhoso e acha que pode cuidar da própria vida, mas se isso fosse
verdade o mundo não teria os problemas de hoje.

Glauber: A imagem de Deus representa dinheiro. Tem os que dizem que, para quem
tem Deus no coração, nada faltará, mas vai numa favela e olha quantas casas
têm um terço e um quadro de Jesus.

Gabriel: Você falou das imagens. O que elas seguem não é Deus, mas uma imagem
de Deus. É aquela coisa dos justos pagarem pelo mal. Também tem muito da
política nessa história. Tendo Deus ou não, a sua vida vai continuar com
momentos bons e ruins. Já estava escrito na Bíblia que na vida a gente ia ter
problemas. Se fosse para ter tudo de bom aqui, a gente estaria vivendo no Céu,
e não na Terra.

Glauber: Então você mesmo está falando que Deus é irrelevante na vida. Ele
pode ser relevante na morte, mas na vida não vale nada.

Gabriel: Falei o Deus deles, aquela imagem de barro. A verdade é que Deus tem
que ser relevante na vida, pois, se não fosse, de que adiantaria ser na morte?
Não é depois da morte que vão rezar para você ir para o Céu. Deus é
relevante na vida porque somos criação. Fomos feitos para procurá-lo durante
a vida...

Glauber: Então posso passar a vida em orgias sexuais, bebendo todas e nos dois
últimos anos me converter. Vou ser um Jesse Valadão da vida e vou para o Céu?

Gabriel: Você não pode prever quando vai morrer. Não adianta se converter só
para seu bem. É o mesmo que não ter se convertido.




Vocês acreditam em céu e inferno?


Glauber: Não existe isso. Bem e mal são só palavras criadas. O homem vai
além disso. Se o homem consegue superar a si mesmo, as barreiras da moral, ele
vai além do bem e do mal, ele está acima de tudo.

Gabriel: Como assim o homem superar a si mesmo?

Glauber: Se você elevar a questão mental ao máximo, conseguirá barrar os
limites das humanidades, será um "super-homem". Você não terá
sentido de moral nenhum, o bem/mal certo/errado não existirá. Por enquanto,
ninguém chegou a esse patamar, mas em algum tempo o homem irá conseguir.




O fanatismo religioso é uma realidade, até os próprios evangélicos sofrem
com esse rótulo...



Gabriel: Essas pessoas querem mais é mostrar para os outros que crêem em Deus.
Agora depende também do que é fanatismo. Uma pessoa se jogar de uma torre ou
rezar três vezes ao dia virado para Meca é fanatismo. Na minha religião as
pessoas só fazem o que acreditam. Na Igreja Universal existe muito fanatismo.

Glauber: É um dos grandes defeitos da Igreja e da religião. Na Universal,
aquela sessão de descarrego é a mais completa lavagem cerebral. Você está
sendo manipulado, e isso não é culpa do homem, a não ser do próprio panaca
que criou a Igreja Universal

Gabriel: É culpa da Igreja...

Glauber: O fanatismo islâmico também é péssimo. As pessoas são desiludidas
com a vida, têm problemas, não sei se é por morar em lugares pobres ou por
não terem nada para fazer que eles criam essas paradas de Jihad, Ramadã. As
pessoas viveriam muito melhor se não existisse esse tipo de coisa, a gente
conviveria em paz.



E o Ateísmo...

Gabriel: Do mesmo jeito que as pessoas acreditam na Igreja Universal ou no
Islamismo, têm o direito de não acreditar em nada. Talvez muita gente procure
o Ateísmo como indignação. Assim como acham que Deus vai resolver os
problemas, tem gente que pensa que Ele traz mais problemas. Então não
acredita, e isso pode trazer até um conforto, assim como traz para as pessoas
da Igreja Universal.

Glauber: Comigo o Ateísmo não veio como solução de problemas ou busca de
conforto. Cheguei a essa conclusão e até fiquei com um sentimento de culpa
terrível, sem saber o que fazer. Busquei conforto em livros e percebi que não
estou errado, que tenho direito de falar isso.



Existe discriminação religiosa?

Gabriel: Eu não discrimino, mas muita gente sim. Até dentro da Igreja você vê
um evangélico de outra igreja e já olha com outros olhos. Imagine quando é de
outra religião... Eu procuro não discriminar as pessoas, mas é aquela história...



Você namoraria alguma pessoa que fosse de outra religião?

Gabriel: Não, mas não por causa da religião. Eu namoro pensando em casar, e não
consigo imaginar passando a vida com uma pessoa com idéias totalmente
diferentes das minhas.



Vocês já foram discriminados?

Gabriel: Acontece muito no colégio. As pessoas te olham com outros olhos quando
você fala que é crente. Conheço caso de uma pessoa que não foi chamada para
uma festa porque é crente.

Glauber: Ser discriminado por ser ateu é pleonasmo. Você deixa até de ganhar
emprego por causa disso. Já sofri muito com abuso moral. Certa vez vieram me
dizer que ser ateu é errado, tentando me levar para a Igreja. Tenho pavor de
quem me chama para tais lugares. Não acredito nem no Diabo. Aliás, Deus e o
Diabo são duas figuras supervalorizadas pela sociedade.



E o ateu discrimina?

Glauber: Coincide algumas vezes, quando alguém me fala que é crente, eu penso
que ela deve ser toda certinha, sem personalidade. Algumas vezes eu acerto, mas
às vezes erro também. Mas existem ateus que também são idiotas.



A religião está ligada à maioria das guerras atualmente...

Gabriel: Guerra nenhuma tem motivos justos, e religião também não é um
deles. Essa história de resolver na paz é meio impossível, mas não acho
legal misturar religião com guerra.

Glauber: É tudo porcaria. As pessoas se convencem de uma mentira de uma forma
grandiosa. Têm que guerrear para defender os seus "interesses". Essa
guerra pela Terra Santa é ridícula. São coisas que já aconteceram há mais
de 2 mil anos, Jesus não vai se importar com quem está pisando por lá.

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Pessoal: olha que boa notícia:




Biotecnologia


Terça, 10 de agosto de 2004, 15h41

Senado aprova substitutivo à Lei de Biossegurança




A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou o substitutivo apresentado pelo senador Osmar Dias (PDT-PR) à Lei de Biossegurança, com o voto contrário do senador Flávio Arns (PT-PR) e a abstenção da senadora Fátima Cleide (PT-RO). O projeto é favorável à liberação do uso de conjuntos celulares embrionários humanos - chamados de embriões humanos - para pesquisa científica.
Segundo a Agência Senado, Dias explicou que chegou a essa conclusão após ouvir instituições e especialistas na área que o convenceram sobre validade das pesquisas para auxiliar no avanço da Medicina. Entre as condições expostas pelo senador para a liberação destaca-se o uso do conjunto de células embrionárias para o desenvolvimento de células-tronco, que deve ser feito a partir do material depositado em fertilização in vitro, e cuja utilização somente poderá ocorrer com autorização dos progenitores em, no máximo, cinco dias após a fertilização. Além disso, a comercialização desse tipo de material será considerada criminosa no país.

Durante a reunião, os parlamentares da CE rejeitaram o destaque do senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR) ao trecho do artigo 4º, que define limites para a utilização de embriões em pesquisas nos próximos três anos. Para ele, a evolução da ciência deveria determinar o prazo de uso de embriões. O senador Demostenes Torres (PFL-GO) apoiou a ressalva de Mozarildo por ver inconstitucionalidade na fixação do limite. Com o destaque, seria mantida a redação do substitutivo de Osmar Dias anterior à emenda elaborada na reunião de hoje, a pedido dos senadores Tião Viana (PT-AC) e Lúcia Vânia (PSDB-GO).

Lúcia Vânia argumentou que a intenção da alteração é dar um prazo para que a comunidade científica possa apresentar avanços. Já Tião Viana pediu cuidado com questões éticas que envolvem o uso de embriões, acatadas em legislações de outros países como França e Portugal. A redação do substitutivo de Osmar Dias, afirmou Tião Viana, além das questões éticas, também respeita os anseios da comunidade científica. O relator manifestou que a alteração realizada no artigo 4º tem mais condições de prosperar em Plenário e no retorno da matéria à Câmara.




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Incrédulo

<h1>Incrédulo</h1>

Pela liberdade total de expressão e aumento da intelectualidade neste país.

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